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A Voz do Pastor › 22/10/2021

É PRECISO JOGAR O MANTO FORA

O evangelho deste final de semana, (Mc 10, 46-52) é o último milagre de Jesus no evangelho de Marcos. Ele está deixando a cidade de Jericó, última etapa antes de ingressar em Jerusalém. Sai dessa cidade com seus discípulos e grande multidão.

Marcos gosta de apresentar Jesus no meio do povo. O fato de estar acompanhado de seus discípulos prepara o desfecho final, ou seja, no fim do que vai acontecer é que se dirá quem, de fato, assume o discipulado radical.

Ao ouvir que Jesus de Nazaré está passando, Bartimeu confessa, por duas vezes, que Jesus é o Messias, o Cristo, chamando-o de “filho de Davi”. Ele sabe quem é Jesus e por isso grita com coragem: “tem piedade de mim”. O verdadeiro discípulo sabe quem é Jesus mesmo sem tê-lo visto. O discípulo, contudo, encontra obstáculos: “Muitos o repreendiam para que se calasse”. A sociedade que manda o cego calar é a mesma que tenta “calar” o Mestre, eliminando-o. Isso porque quem “vê” perturba, agita e desestrutura tudo o que está “estabelecido”, denunciando a cegueira de quem afirma estar enxergando.

Ao perceber que Jesus o chamava, Bartimeu joga fora o manto e se aproxima de Jesus. O gesto de se desfazer do manto pode ser lido simbolicamente: ao sentir o chamado de Jesus, o discípulo está disposto a romper com a sociedade na qual vivia marginalizado. De fato, o manto servia para que nele se jogassem as esmolas. Com o chamado de Jesus, o discípulo já não necessita da sociedade estabelecida, porque se inicia vida nova para ele. Isso é confirmado também pelo pedido que Bartimeu faz a Jesus: não pede esmolas, mas a capacidade de ver: “Mestre, que eu veja!” Ao contrário do que aconteceu com o cego de Betsaida, Jesus não faz nenhum gesto de cura. Isso porque a fé do cego é de excelente qualidade. É fé que faz ver e seguir Jesus pelo caminho: “No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho”.

Marcos apresentou, como último milagre de Jesus, a cura de um cego. O fato tem escopo catequético, pois na pessoa de Bartimeu temos a figura do discipulado radical: verdadeiro discípulo é aquele que, pela fé, enxerga e segue a Jesus rumo a Jerusalém. Ser discípulo do Mestre é desejar enxergar e comprometer-se. Ele é modelo de toda pessoa que precisa abrir os olhos, tomar consciência, comprometer-se e seguir o Mestre até o fim. A propósito, estamos de olhos abertos para nos colocarmos a caminho?

 

Pe. Leonir Alves

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